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		<title>Educação em sexualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[WeTree]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 04:43:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade Infantil]]></category>
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<h2><strong>O que é</strong>?</h2>



<p>Oportunidades estruturadas de discussão em ambiente acolhedor sobre temáticas relacionadas à sexualidade que contemplem informações atualizadas, objetivas e livres de pré-julgamentos, a reflexão sobre crenças, sentimentos e emoções e que estejam comprometidas com os valores universais de respeito e direitos humanos.</p>



<h2><strong>Por quê</strong>?</h2>



<p>Ainda há silêncios e constrangimentos para uma conversa franca sobre sexualidade em famílias e contextos educativos, embora crianças e jovens tenham acesso a informações (muitas vezes contraditórias) pela mídia, internet, amigos, entre outros.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" width="1024" height="768" src="https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-2409" srcset="https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768.jpg 1024w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768-300x225.jpg 300w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768-768x576.jpg 768w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768-195x146.jpg 195w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768-50x38.jpg 50w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/jess-watters-483666-unsplash-1024x768-100x75.jpg 100w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2><strong>Para quê</strong>?</h2>



<p>No nível de cada sujeito, a educação em sexualidade amplia as possibilidades de vivência mais feliz e informada da sexualidade. Enquanto projeto coletivo, busca construir uma sociedade em que todas e todos possam viver suas identidades e sexualidades sem serem excluídos/as ou discriminados/as e que os direitos sexuais e reprodutivos sejam integralmente assegurados.</p>



<h2><strong>Como</strong>?</h2>



<p>Por meio de processos dialógicos e mediados, em que haja oportunidade de expressão e reflexão de conhecimentos prévios além de oferta de informações consensuadas cientificamente, com linguagem adequada a cada faixa etária e partindo das necessidades específicas de cada grupo.</p>



<h2><strong>Quando</strong>?</h2>



<p>A educação em sexualidade deve acontecer desde a infância, considerando as especificidades de cada faixa etária, com adequação da linguagem e profundidade da informação.</p>
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		<title>Masturbação na infância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[WeTree]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 04:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade Infantil]]></category>
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<p> Em 2013, Anna Cláudia deu uma entrevista para a jornalista Valéria Mendes sobre masturbação na infância. O artigo de Valéria ficou muito interessante e compartilhamos aqui uma reprodução. Você pode ler o original clicando&nbsp;<a href="https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2013/10/09/noticias-saude,193697/masturbacao-infantil-como-lidar-com-a-descoberta-dos-orgaos-sexuais-p.shtml">aqui.</a></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="741" height="1024" src="https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/fotos-livro-marcus-ribeiro-ilustrações-de-bia-salgueiro-741x1024-1-741x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2399" srcset="https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/fotos-livro-marcus-ribeiro-ilustrações-de-bia-salgueiro-741x1024-1.jpg 741w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/fotos-livro-marcus-ribeiro-ilustrações-de-bia-salgueiro-741x1024-1-217x300.jpg 217w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/fotos-livro-marcus-ribeiro-ilustrações-de-bia-salgueiro-741x1024-1-106x146.jpg 106w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/fotos-livro-marcus-ribeiro-ilustrações-de-bia-salgueiro-741x1024-1-36x50.jpg 36w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/fotos-livro-marcus-ribeiro-ilustrações-de-bia-salgueiro-741x1024-1-54x75.jpg 54w" sizes="(max-width: 741px) 100vw, 741px" /></figure></div>



<p>“Mamãe, tenho que te contar um segredo: mexe lá na perereca para você ver o tanto que é gostoso”. A frase é de uma menina de 5 anos. A mãe, que não será identificada, conta que achou engraçada a ingenuidade da filha. A solução que encontrou foi orientá-la a ter cuidado para não se machucar já que, por ter a pele sensível, a garotinha ainda usa pomada contra assadura. A dificuldade do adulto em lidar com cenas da masturbação infantil ou atos de interesse nos genitais de outras crianças está marcada pela carga cultural que envolve a sexualidade. “O prazer do adulto está além do físico, a excitação passa pela fantasia. Para a criança, é apenas uma experiência sensorial: ela descobriu que é gostoso e vai repetir”, explica a psicóloga e doutoranda em educação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Anna Cláudia Eutrópio B. d’Andrea.</p>



<p>Ainda assim não é raro que os pais se assustem quando confrontados com a questão. Muitos podem relutar em admitir o que estão presenciando, talvez por não se lembrarem de situações semelhantes já vividas no passado. Mas um teste rápido é capaz de comprovar que o interesse pelos genitais não é fato isolado. Experimente perguntar às pessoas ao seu lado se elas se lembram de algum episódio durante a infância de brincadeiras sexuais consigo mesmas ou com pessoas próximas. No teste da repórter na redação, dois episódios logo surgiram. No primeiro, um estudante de 7 anos que encontrou dois coleguinhas sem calças na hora do recreio e chamou a professora imediatamente. Não por que intuiu alguma “coisa errada”, mas por que queria brincar naquele lugar. No segundo, uma filha avisou ao pai que assistia à televisão: ‘vou ali no quartinho e não quero que você entre lá’. Obviamente ele foi atrás e encontrou a filha pelada em cima do irmão mais velho, também uma criança sem roupas.</p>



<p>Psicóloga, professora da PUC Minas e coordenadora da educação infantil da escola Balão Vermelho, em Belo Horizonte, Adriana Monteiro reforça a importância de o tema ser compreendido como uma curiosidade natural da criança. “É uma forma de exploração corporal como colocar a mão na boca, a semente do feijão no ouvido ou morder o coleguinha para poder conhecer o corpo do outro. Quando descobre os órgãos genitais a criança vai sentir prazer na descoberta e insistir no comportamento”, salienta. Para Adriana, uma das grandes dificuldades está no fato de as escolas não saberem lidar com o tema e terem uma abordagem mais moralista.</p>



<p><strong>Abordagem<br></strong>Pesquisadora em educação em sexualidade, Anna Cláudia observa que a menina de 5 anos já compreende que o “mexer na perereca” é da intimidade quando usa a palavra segredo para contar à mãe sua descoberta. Nesses casos, fica mais fácil ajudar os pequenos a compreenderem que o toque nos órgãos sexuais não é para ser praticado na frente das pessoas. Mas e quando é uma criança de 2 anos? Apesar de existirem marcos do desenvolvimento infantil, os pais precisam sempre lembrar que cada criança é única e tem o seu tempo para descobrir e entender o mundo ao seu redor. Considerando esse aspecto, Adriana Monteiro afirma que nessa idade é raro a masturbação ser um hábito frequente que necessite uma intervenção. “O que a gente faz é chamar a atenção da criança para outra ação sem repreendê-la”, diz.</p>



<p>Para Anna Cláudia, os adultos educam sexualmente não só com o que eles falam, mas também com o que não é dito. “A criança é uma esponja e ela percebe mais coisas do que o adulto consegue notar que ela percebe”, lembra. Ela recomenda – nos casos de a masturbação acontecer em público – que os pais façam a interdição em particular. “Se é da intimidade, a abordagem tem que ser de forma íntima, senão, o adulto estará transmitindo uma mensagem paradoxal”, pontua. Uma dica importante é usar o adulto como um espelho para ajudar a criança a compreender a orientação. “Você vê o seu pai fazendo isso na frente das pessoas?”, pode ser uma comparação a ser utilizada.&nbsp;<strong>Prevenção<br></strong>O que esses meninos e meninas precisam entender é que o pênis e a vulva são partes do corpo para serem lidados quando eles estiverem sozinhos. Esse recado ajuda as crianças a irem percebendo que o corpo é exclusividade delas. Dessa forma, os pais estão trabalhando, inclusive, a prevenção. Anna Cláudia reforça: “As crianças não se excitam. A experiência é exclusivamente sensorial. O problema está no olhar do adulto para a sexualidade infantil. O adulto erotiza e enxerga coisa que não tem”.</p>



<p><strong>Insistência</strong><br>É consenso entre especialistas que bater, xingar, reprimir não é o caminho para tratar a masturbação na infância, mesmo se o comportamento for insistente. Adriana Monteiro diz que a criança não entende que, moralmente, o comportamento em público não é bem aceito. “Em ambiente privado, os pais precisam dizer que é algo para se fazer quando estiver sozinho, no banheiro ou no quarto. O que o adulto precisa fazer é dar a noção da intimidade. Se a criança insiste, a conversa precisa se repetir”, sugere.</p>



<p>O artifício que a educadora utiliza na escola é chamar a criança em ambiente privado, reconhecer a vontade que ela tem em repetir o ato e fazer um combinado: “todas as vezes que você fizer esse tipo de brincadeira vou de ajudar a lembrar de outras brincadeiras”. Adriana diz que crianças de 3 e 4 anos conseguem manter o acordo.<br><strong>Excesso</strong><br>“O que difere a normalidade da patologia não é a qualidade é a intensidade. Todo mundo sente as mesmas coisas, mas a patologia está no excesso”, afirma a psicóloga Anna Cláudia. Para ela, o que os pais precisam observar é em que situação a masturbação acontece. Novamente ela insiste: “A primeira tarefa é olhar sem julgamento. Acontece antes ou depois do quê? Como está o estado emocional da criança?”, sugere.</p>



<p>Para Adriana Monteiro, o exagerado “é só querer fazer isso e nada mais. A criança pode até desviar a atenção para outra coisa, mas retorna à masturbação”. Nesses casos, a família deve procurar um atendimento especializado.</p>



<p><strong>Questões de gênero</strong><br>Outra questão que envolve a masturbação infantil é a diferença da abordagem para meninos e meninas. Para Anna Cláudia, a família costuma enxergar a masturbação do garoto como uma experiência de maturidade. No caso das garotas, muitas vezes o acesso ao próprio corpo é negado. “A educação sexual da menina ainda está focada na função de dar prazer ao homem e não no prazer dela mesma”, afirma. A especialista diz que já passou da hora de as famílias educarem os meninos para respeitar o corpo da menina.</p>



<p><strong>Adolescência</strong><br>Para os adultos que já são pais e mães de adolescentes, o desafio da educação sexual é a família se abrir para conversar sobre as emoções dos filhos e filhas. “Discutir sexualidade não significa falar de gravidez e camisinha. Os pais focam no discurso preventivo e não acolhem as experiências que estão no nível das relações. Meninos e meninas querem falar de afeto, ciúme, machismo, padrão estético de beleza. Começar uma conversa com camisinha não vai dar liga. Não é disso que eles querem falar, não é isso que os inquieta”, afirma a psicóloga Anna Cláudia .Uma sugestão que a especialista recomenda aos pais de adolescentes é o Manual de Educação em Sexualidade da Unesco, ‘Cá entre nós: Guia de Educação Integral em Sexualidade Entre Jovens’.</p>



<p><strong>Livros podem auxiliar pais&nbsp;</strong><br>A psicóloga Anna Cláudia Eutrópio B. d’Andrea indica alguns livros infantis que abordam os três temas de maior curiosidade da criança: as diferenças dos corpos de meninos e meninas, como o bebê entra e como o bebê sai.</p>



<p>Os pais devem se atentar para a habilidade de leitura e do desenvolvimento da criança. A dica principal é: responda na medida dos interesses deles. A leitura é recomendada para crianças entre 7 e 8 anos.</p>



<p>‘Mamãe, como eu nasci?’, de Marcos Ribeiro, aborda o tema da masturbação infantil e é um livro com maior volume de textos. Em linguagem infantil e com ilustrações que auxiliam o entendimento dos pequenos, explica a diferença entre os corpos masculino e feminino, como acontece a relação sexual, o que é gravidez e até os tipos de parto.</p>



<p>De Thierry Lenain e ilustrações de Delphine Durand, o trio ‘Ceci quer ter um bebê’, ‘Os beijinhos de Ceci’ e ‘Ceci tem pipi?’ aborda os três grandes temas de curiosidade das crianças, mas desconstrói os estereótipos de gêneros. Em ‘Ceci tem pipi?’, Max se vê diante de um dilema: se Ceci não tem pipi como ela pode ser tão forte?</p>



<p>De Babette Cole, ‘Mamãe nunca me contou’ aborda temas que despertam a curiosidade das crianças, mas que as respostas demoram a chegar. Em ‘Mamãe botou um ovo’, os pais são confrontados pelos próprios filhos nas metáforas que usam para explicar de onde vem o bebê: “Nós achamos que vocês não sabem como os bebês são feitos de verdade. Então, vamos fazer uns desenhos pra mostrar como é”. A frase é proferida pelo casal de irmãos que dá uma “aula de sexo” para o pai e a mãe.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="615" height="250" src="https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/trilogia-ceci.jpg" alt="" class="wp-image-2400" srcset="https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/trilogia-ceci.jpg 615w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/trilogia-ceci-300x122.jpg 300w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/trilogia-ceci-260x106.jpg 260w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/trilogia-ceci-50x20.jpg 50w, https://www.wetree.com.br/wp-content/uploads/2019/02/trilogia-ceci-150x61.jpg 150w" sizes="(max-width: 615px) 100vw, 615px" /></figure></div>



<p style="text-align:right"><em>Fonte: </em><a href="https://www.nosevoz.com.br/"><em>Nós e Voz</em></a></p>
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		<title>Vamos conversar sobre machismo?</title>
		<link>https://www.wetree.com.br/vamos-conversar-sobre-machismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[WeTree]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 03:28:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade Infantil]]></category>
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<p>Demos uma entrevista para Lorena Tárcia para o<a href="http://minasfazciencia.com.br/infantil/2018/07/20/vamos-conversar-sobre-machismo/">&nbsp;site Minas Faz Ciência</a>&nbsp;que reproduzimos abaixo.</p>



<p>Você já deve ter ouvido muitas pessoas falarem sobre machismo ou um homem machista.</p>



<p>Mas&nbsp;<strong>você sabe o que significa o machismo</strong>&nbsp;e como ele está presente em nossas vidas?</p>



<p>Conversamos com a psicóloga, doutora em Educação, Anna Cláudia Eutrópio, responsável pelo projeto&nbsp;<a href="http://www.nosevoz.com.br/quem-somos/">Nós e Voz</a>,&nbsp;uma iniciativa em&nbsp;<strong>Educação em Sexualidade</strong>&nbsp;que oferece atividades de formação para públicos variados.</p>



<p><strong>MFCi – O que é machismo?</strong><br>Machismo é a falsa crença de que os homens (ou tudo que é masculino) são superiores às mulheres (ou ao que é feminino). &nbsp;Com isso, acha-se que lugares de mais prestígio social em nossa sociedade devam ser ocupados por homens e que as mulheres devem “seguir” ou “obedecer” ao que os homens dizem, pensam ou querem…</p>



<p><strong>MFCi – Pode citar alguns exemplos de atitudes machistas entre jovens?</strong></p>



<p>Por exemplo, quando um jovem acha que dirige melhor, ou joga videogame melhor que outra pessoa, pelo simples fato de ser homem, é machismo. Quando uma pessoa acha que uma mulher é mais frágil e incapaz de liderar um trabalho ou uma equipe, é machismo. Quando uma pessoa estranha o fato de ter uma mulher dirigindo avião, é machismo, pois há uma falsa crença de que as mulheres não poderiam estar naquele local ou exercendo aquela função.</p>



<p><strong>MFCi – Como meninos e meninas devem lidar com o machismo?</strong></p>



<p>A primeira tarefa é perceber o machismo que está em nós. A gente é educado numa sociedade machista, então, muitas vezes, sem nem nos darmos conta, somos machistas. Assim, temos sempre que observar o jeito como avaliamos as situações da vida cotidiana para ver se não estamos preconceituosamente achando que os homens seriam superiores e as mulheres inferiores.</p>



<p>Isso se manifesta de jeitos muito diferentes: algumas vemos logo o machismo e em outras temos que usar uma “lente problematizadora” para entendermos o machismo que está ali. Por exemplo, quando uma menina é violentada e a gente fala coisas como “mas com uma roupa dessa também, queria o quê?”, estamos sendo machistas, porque estamos supondo que o desejo dela de usar qualquer roupa é inferior ao desejo do cara de fazer sexo a força com ela. Ela tem o direito de usar o que ela quiser. E ele não tem o direito de colocar sua vontade acima do consentimento da outra pessoa, ele não é superior a ninguém, como o machismo acredita.</p>



<p><strong>MFCi – Quais as suas sugestões para abordar o tema em casa e na escola.</strong></p>



<p>Temos que usar a “lente problematizadora” o tempo todo. O noticiário diário ou a revista semanal sempre terão inúmeras oportunidades para que situações machistas sejam analisadas e que novas formas de compreensão do mundo, com mais&nbsp;igualdade, sejam construídas. A internet hoje não tem “perdoado”. Cada situação machista tem sido denunciada e problematizada. Discutir isso com as crianças e jovens é ampliar as possibilidades de leitura do mundo.</p>



<p style="text-align:right"><em>Fonte:&nbsp;</em><a href="https://www.nosevoz.com.br/"><em>Nós e Voz</em></a></p>
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